Estação de Santa Apolónia: 161 anos do berço da ferrovia em Portugal

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A primeira estação ferroviária portuguesa assinala o seu aniversário no ano em que se celebram também os 170 anos do caminho de ferro em Portugal.

Primeira estação ferroviária portuguesa, a Estação de Santa Apolónia, assinala 161 anos, mantendo-se como uma das principais portas ferroviárias de Lisboa - terminal da Linha do Norte - e uma referência incontornável da história ferroviária nacional.

Inaugurada em 1856, com a abertura do primeiro troço entre Lisboa e o Carregado, a operação ferroviária iniciou-se em instalações provisórias adaptadas ao antigo Convento de Santa Apolónia. Este momento marcou o arranque da ferrovia em Portugal, com impacto profundo na mobilidade, na economia e na coesão territorial.

O edifício definitivo foi inaugurado a 1 de maio de 1865, no antigo Cais dos Soldados, junto ao rio Tejo. Projetada pelos engenheiros Angel Arribas Ugarte, João Evangelista de Abreu e Lecrenier, a estação foi concebida como terminal ferroviário e interface fluvial, reforçando a ligação entre a frente ribeirinha e a cidade.

De arquitetura neoclássica e planta em “U”, destaca-se pelo pórtico central com frontão, pelos arcos de volta perfeita e pela ampla cobertura metálica da gare. Ao longo do século XX, foi alvo de várias ampliações e adaptações, acompanhando a evolução da operação ferroviária e da própria cidade.

Atualmente, Santa Apolónia continua a assegurar serviços suburbanos, regionais e de longo curso, mantendo um papel central na rede ferroviária e na mobilidade urbana de Lisboa.

Com a inauguração da Estação do Rossio, em 1891, perdeu protagonismo nos serviços de longo curso, recuperando relevância na década de 1950, com a eletrificação da Linha do Norte. Já no século XXI, a ligação ao Metropolitano de Lisboa, inaugurada em 2007, veio reforçar a sua integração na mobilidade urbana.